O prefeito de Coronel Fabriciano e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Marcos Vinícius Bizarro (sem partido), previu, na manhã da sexta-feira (13/10), uma possibilidade de colapso financeiro das prefeituras do estado em maio do ano que vem. Ele relatou que os dois principais gargalos são a queda na arrecadação do ICMS e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Em Arceburgo, o prefeito Gilson Mello (PL) não descarta tomar medidas drásticas para garantir a saúde do caixa local. “Vivemos uma situação de atenção. Já fizemos alguns cortes e teremos que fazer outros. Se continuar a situação do FPM abaixo do ideal, vai ter um colapso. A sugestão que estou trabalhando com o pessoal é de fechar a prefeitura alguns dias da semana”, diz.
A queda no FPM é explicada pela diminuição da arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). Neste ano, a receita com o IRPJ ficou 16,4% menor que em 2022, uma redução de R$ 13,2 bilhões. Isso aconteceu por uma queda geral no lucro das empresas. Além disso, o pagamento de restituições a pessoas físicas foi elevado para R$ 6,6 bilhões, cerca de 23% maior que no exercício anterior.
Fonte: O Tempo
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