Exporta Mais Brasil: realizada no Sudeste do país, rodada de cafés arábicas movimenta mais de R$ 36 milhões em negócios

Entre os dias 8 e 15 de novembro, o programa reuniu 129 produtores de cafés especiais e 24 compradores internacionais em Minas Gerais e São Paulo para uma verdadeira imersão sensorial. Degustação, rodadas de negócios e visitas técnicas ocorreram na região de forma simultânea à Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG)

 

Autor: Leonardo Assad Aoun

A 9ª etapa do Programa Exporta Mais Brasil chegou ao fim com excelentes perspectivas para o mercado de cafés arábicas brasileiros: após oito dias de negociações entre produtores locais e compradores internacionais, a expectativa para os próximos 12 meses é de R$ 36,056 milhões em novos negócios. O programa é uma realização da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) e tem como objetivo ampliar as exportações de produtos brasileiros a partir de uma aproximação ativa com diversos setores de todas as regiões do país. Dessa vez, as atividades ocorreram no interior de Minas Gerais e São Paulo.

O programa recebeu, entre os dias 8 e 15 novembro, 24 importadores de 19 países para fazer negócios com 129 produtores de cafés arábicas. Os compradores vieram da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Armênia, Bruxelas, China, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Geórgia, Índia, Itália, Japão, Moçambique, Omã, Polonia, Portugal, Rússia e Suécia. Com alto valor agregado, os cafés especiais são grãos isentos de impurezas e defeitos que possuem atributos sensoriais diferenciados, dando origem a uma bebida limpa e doce, de corpo e acidez equilibrados e mais de 80 pontos na análise sensorial. Além da qualidade intrínseca, devem ter rastreabilidade certificada e respeitar critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social em todas as etapas de produção.

Assim como nas etapas anteriores, o Exporta Mais Brasil na região Sudeste contou com rodadas de negócios e visitas técnicas, que, pela primeira vez, ocorreram em dois Estados brasileiros ao mesmo tempo. Em Minas Gerais, 38 produtores ofereceram 91 amostras de cafés especiais. Além de Belo Horizonte, os compradores visitaram fazendas e cooperativas em Araxá, no Cerrado Mineiro, e em Oliveira, no Campo das Vertentes.

Já em São Paulo, o tour foi realizado em propriedades de São José do Rio Pardo, no Vale do Grama, e em Franca, na Alta Mogiana. Na região, foram 37 produtores com 36 amostras de grãos especiais para aguçar o paladar dos compradores.

Houve também os cuppings realizados durante a Semana Internacional do Café (SIC), uma das maiores feiras do mundo sobre o segmento e que teve sua 11ª edição realizada em Belo Horizonte entre os dias 8 e 10 de novembro. Na ocasião, os compradores internacionais participaram de uma grande sessão de degustação para conhecer a diversidade de regiões e perfis sensoriais dos cafés produzidos no Brasil: foram 65 amostras de diferentes regiões cafeeiras apresentadas por 53 produtores de diversas regiões brasileiras.

Destaque ainda para os cuppings servidos com cafés de produtoras e cooperativas que trabalham especificamente com mulheres. A presença feminina entre os participantes foi mais um highlight dessa nova etapa do Exporta Mais Brasil: dos 129 produtores presentes, 40 eram mulheres. Todos os cuppings são apoiados pelo Brazil.The Coffee Nation, um projeto setorial em parceria com o Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA) queobjetiva promover as exportações dos cafés especiais, como estratégia de posicionamento da imagem do Brasil como a “Nação do Café”.

Após as degustações e as rodadas de negócios realizadas in loco entre os envolvidos, o grupo de compradores deu início às visitas técnicas e conheceu pessoalmente diferentes processos da cadeia cafeicultora. Mais uma etapa realizada com sucesso rumo à missão de transformar o Brasil em referência no universo dos perfis sensoriais.

 

Cafés brasileiros

O Brasil é o maior produtor, o maior exportador e o segundo maior consumidor de café em todo planeta. Em 2022, o país foi responsável por 33% da produção mundial do grão, segundo a Organização Internacional do Café. Parcela substantiva dessa produção está intimamente associada aos Estados de São Paulo e Minas Gerais, ambos com longa e profunda conexão com a bebida. Minas, em especial, se destaca como um dos principais hubs cafeicultores do país, graças a solos férteis e altitudes elevadas, oferecendo condições ideais para o cultivo do grão arábica.

Em 2022, o Brasil teve recorde em receita com as vendas externas do produto. De acordo com o Conselho dos Exportadores do Café do Brasil (Cecafé), o valor alcançado com as exportações foi de US$ 9,23 bilhões, um aumento de 46,9% em relação aos US$ 6,285 bilhões registrados em 2021. O resultado foi impulsionado pelos projetos setorialis que a ApexBrasil realiza em parceria com a BSCA, o Brazil. The Coffee Nation.

 

Fonte: Revista Cafeicultura

 

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