Ministério Público ofereceu denúncia contra cinco representantes da Cafeeira por apropriação indébita e associação criminosa. Câmara também pretende instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito
Na tarde da quinta-feira (20), o Poder Legislativo de Muzambinho realizou Audiência Pública para debater questões relacionadas à Cafeeira Grão Verde. A empresa é acusada de causar prejuízos a cerca de 400 cafeicultores no final de 2022. Isto porque comprava e vendia café, apresentou problemas, o caso foi parar na Justiça, com acordos de conciliação não cumpridos e um grande impasse.
O auditório da Câmara ficou lotado por produtores de Muzambinho e região. Compuseram a Mesa das Autoridades o presidente Roosevelt Pereira de Paula e vereador Marco Antônio Ferreira (que atuou como Relator), deputado federal Emidinho Madeira, além de Rodrigo de Almeida Machado (Sindicato Patronal), Cleber Marcon (Sindicato dos Trabalhadores), prefeito Paulo Magalhães, Pedro Mário Ribeiro (vice-presidente da FETAEMG), Marcos Vinícius (diretor de Políticas Agrícolas da FETAEMG) e José Silvano Garcia (Presidente do Sindicato Patronal de Botelhos). Também compareceram os vereadores Carlão Miranda, Afrânio Damásio, Sandra Marques, Jack Krauss e Israel Orlando.
Todos falaram na Tribuna, além dos advogados Dr. Laérti Simões e Dr. Elisandro Magalhães, representando os sindicatos. A palavra também foi concedida para manifestação do público, sendo que diversas pessoas testemunharam todo sofrimento vivido.
NOVIDADE
Durante a Audiência Pública, chegou a informação, transmitida ao público pelo advogado Dr. Laérti Simões, de que o Ministério Público de Minas Gerais ofereceu na tarde desta quinta-feira (20) denúncia contra cinco representantes da Cafeeira Grão Verde por apropriação indébita e associação criminosa. “Foram cinco pessoas denunciadas pela prática dos crimes de apropriação indébita por 35 vezes, porque nós temos 35 vítimas identificadas nesse inquérito policial, mais a organização criminosa. Todos tinham relação com o recebimento das sacas de café, com a negociação com os produtores e com a negociação para terceiros. Aí então eles se apoderavam dos valores, não repassavam as quantias referente às alienações para os verdadeiros donos, que seriam os produtores rurais, produtores dos cafés e também não devolviam as sacas de cafés depositadas em nome deles”, explicou o promotor.
Na denúncia, o promotor pede a prisão dos cinco envolvidos e também o sequestro de bens que estão nos nomes deles ou do Grupo Grão Verde.
CPMI
No final da Audiência Pública, o vereador Marco Antônio Ferreira anunciou que estará mobilizando os colegas para a formação de uma CPMI – Comissão Parlamentar Mista. A ata da audiência, que recolheu 220 assinaturas, será encaminhada ao Ministério Público para ajudar no processo de denúncia.
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