Produtos são conhecidos como “canetas do Paraguai” ou “monjauro do Paraguai”
A Polícia Federal em Divinópolis/MG, com apoio da Polícia Civil de Alpinópolis/MG, dando sequência à Operação GOOD SHAPE, deu cumprimento, na presente data (19/02/2026), a dois mandados de prisão expedidos contra duas mulheres, provenientes de São José da Barra/MG, as quais são investigadas por importação e distribuição ilegal de medicamentos emagrecedores contrabandeados, conhecidos como “canetas do Paraguai” ou “monjauro do Paraguai” (produtos farmacêuticos de princípio ativo tirzepatida das marcas “T.G.”, “Lipoless”, “Tirzec” e “Gen-Tirz”), além de outros produtos (celulares, perfumes etc).
As investigações iniciaram em agosto de 2025, a partir de informações repassadas pela Polícia Civil de Alpinópolis/MG, sendo identificado que uma das presas cursava medicina no Paraguai e comandava, do referido país, um grande esquema de remessa dos emagrecedores paraguaios para outras vendedoras envolvidas na quadrilha, as quais atuavam como distribuidoras a partir de várias regiões do Brasil, como São Paulo/SP, São José da Barra/MG e cidades do Nordeste brasileiro.
Em 31/07/2025 policiais civis de Alpinópolis/MG identificaram um cliente da referida estudante de medicina, logo após este anunciar produtos emagrecedores adquiridos daquela. O referido cliente informou aos policiais que a fornecedora alegava ser médica e que conseguia receita para o uso do produto.
Os produtos contrabandeados eram anunciados em plataformas digitais, como TikTok, Facebook e em grupos de Whatsapp, sendo identificado que a estudante de medicina era a grande coordenadora do esquema e que comandava os ilícitos a partir do Paraguai. A estudante presa pela polícia paraguaia na presente data em Ciudad del Este/PY será deportada e entregue à Polícia Federal brasileira em Foz do Iguaçu/PR, uma vez que não possui residência legal naquele país.
Já a segunda mulher investigada, que é irmã da estudante de medicina, foi presa pela Polícia Civil de Alpinópolis/MG também nesta data (19/02/2026). Identificou-se que essa segunda mulher atuava no esquema criminoso auxiliando sua irmã na distribuição dos medicamentos contrabandeados, isto a partir de São José da Barra/MG, onde residia.
No dia 30/12/2025 policiais federais de Divinópolis/MG cumpriram um mandado de busca e apreensão para a residência das referidas envolvidas na cidade de São José da Barra/MG, sendo que na oportunidade foram apreendidos aparelhos celulares, onde foram encontradas várias informações dos crimes cometidos.
Considerando ter sido identificado que as envolvidas, mesmo cientes da existência da investigação contra suas pessoas, continuaram a atuar nos crimes apurados, a Justiça Federal determinou as suas prisões, sendo então cumpridos os mandados na presente data.
Além da ordem de prisão, foi decretada pela justiça uma ordem de sequestro de bens e valores das envolvidas até o montante de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).
Os medicamentos conhecidos como “canetas do Paraguai” ou “monjauro do Paraguai”, são de marcas que possuem importação proibida pela ANVISA, tratando-se de produtos sem registro no Brasil e que não passam por qualquer tipo de controle de qualidade ou de eficácia dos produtos, havendo, inclusive, um grande percentual de falsificação.
Com a formalização da prisão das investigadas nesta data, elas serão ouvidas e o procedimento será relatado à Justiça Federal para o processamento do caso.
As investigadas responderão pelos crimes descritos nos arts. 334-A e 273, §1º-B, inciso I, ambos do Código Penal (contrabando e falsificação de produto destinado a fins medicinais), art. 334, caput e §1º, III, do Código Penal (descaminho), art. 2º da Lei 12.850/2013 (organização criminosa) e art. 1º, caput e §1º, inciso II e III da Lei nº 9.613/1998 (lavagem de dinheiro), cujas penas máximas somadas variam de 19 a 42 anos de prisão.
Fonte: PCMG
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